No dia 22 de setembro, Adrián Morales Torres, sócio-diretor da iPresas, e Marco Silva, Civil & Sales Engineer, participaram do I Simpósio sobre Grandes Estruturas Geotécnicas, realizado no Brasil. Durante o evento, Adrián ministrou duas apresentações sobre a aplicação da análise de riscos à segurança de barragens convencionais e de rejeitos.
Experiências internacionais em segurança de barragens
A primeira apresentação, “Como as abordagens baseadas em risco melhoram a segurança de barragens: exemplos e lições aprendidas em todo o mundo”, reuniu experiências de projetos desenvolvidos no Brasil, em Moçambique, na Colômbia e na Espanha. Por meio desses exemplos, Adrián mostrou como a análise de riscos ajuda a identificar os aspectos mais relevantes para a segurança de cada barragem e a priorizar ações e investimentos de forma fundamentada.
A segunda apresentação, “Aplicação de metodologias de risco em barragens de rejeitos: desafios práticos e lições aprendidas”, abordou os desafios de aplicar essas ferramentas em instalações que evoluem continuamente. Entre as principais mensagens, destacou-se a importância de integrar o conhecimento de equipes multidisciplinares, gerenciar as incertezas e adaptar a profundidade da análise às necessidades de cada instalação.
A análise de riscos como apoio à tomada de decisão
As duas apresentações enfatizaram o valor prático dessas metodologias: transformar informações técnicas em decisões que contribuam para melhorar a segurança. A identificação de potenciais modos de falha e a avaliação de suas consequências permitem comparar alternativas e orientar as medidas de redução do risco.
Também foi destacada a importância de manter as avaliações atualizadas e incorporar a análise de riscos à gestão cotidiana das infraestruturas. Nesse contexto, as plataformas digitais de gestão de riscos facilitam o acompanhamento das recomendações e o planejamento de ações, tanto para uma barragem quanto para um conjunto de instalações.
As experiências apresentadas no Brasil mostraram que cada instalação exige uma abordagem adaptada às suas condições e às decisões que seus gestores precisam tomar. O desafio é transformar os resultados da análise em ações concretas e revisar as prioridades à medida que a infraestrutura evolui.


