Estudo de inundabilidade do complexo industrial do grupo Porcelanosa (Castellón, Espanha) para Porcelanosa SAU – 2025

O projeto consistiu no estudo da situação de inundabilidade do Complexo Industrial do Grupo Porcelanosa, localizado no polígono industrial de Vila-real (Castellón). Para isso, foram realizadas as seguintes atividades:

Identificação das bacias contribuintes às parcelas e à área de estudo, bem como a determinação das vazões máximas geradas nessas bacias. Esse processo foi realizado com base nas vazões máximas publicadas pelo MITECO e extraídas, neste caso, da aplicação oficial CAUMAX, extrapolando-as por meio de ajuste estatístico para períodos de retorno superiores aos normativos (T = 500 anos).

Desenvolvimento de um modelo hidráulico bidimensional do rio Veo e das áreas adjacentes, com o objetivo de quantificar a extensão da inundação, bem como as características básicas do escoamento (profundidade e velocidade) em cada ponto da área de estudo. O modelo hidráulico foi estendido desde montante da área de estudo, no polígono industrial Zona Sul de Vila-real, até a foz do rio Veo, a leste, no mar Mediterrâneo. As simulações hidráulicas foram realizadas para uma ampla gama de vazões, desde vazões frequentes até vazões de recorrência muito baixa no tempo, de modo a abranger uma ampla casuística (de T2 até T10.000 anos).

Classificação das parcelas em função dos níveis de perigosidade, em que níveis mais baixos indicam maior perigo de inundação. Esses níveis foram definidos aplicando os critérios do PATRICOVA e criando novos níveis de perigosidade, uma vez que, neste caso, foram estudadas vazões de maior magnitude em relação às normativas.

Dessa forma, além de compreender o funcionamento hidráulico da área de estudo sob diferentes condições, foi estimada a frequência e a magnitude das inundações na área analisada, permitindo conhecer, em última instância, a exposição do Complexo frente ao risco de inundação. Por fim, foram identificadas algumas recomendações que confeririam maior robustez ao estudo e permitiriam o acompanhamento, ao longo do tempo, da situação de inundabilidade das parcelas.