Francisco García Brook apresentou a abordagem da iPresas para integrar a análise de riscos à tomada de decisão ao longo do ciclo de vida de barragens e instalações de rejeitos, no âmbito do XII Congresso Internacional sobre Gestão de Rejeitos (Tailings 2026).
A apresentação, intitulada “Continuous Risk Management for Tailings Facilities to Support Decision Making under GISTM”, abordou como manter as avaliações de risco atualizadas e utilizá-las para orientar ações de melhoria da segurança das instalações de rejeitos, em alinhamento com o Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos (GISTM).
O trabalho, elaborado por Adrián Morales Torres, Ignacio Escuder Bueno, Luis Altarejos García e Francisco David García Brook, apresenta uma ideia central: as barragens de rejeitos evoluem continuamente, e a gestão do risco deve acompanhar essa evolução.
Uma análise que evolui com a instalação
As mudanças na geometria, nas condições operacionais e nas informações disponíveis podem modificar o risco de uma instalação. Por isso, a apresentação destacou a importância de revisar periodicamente as avaliações e incorporar os resultados de novos estudos e do monitoramento.
A iPresas apresentou uma metodologia com diferentes níveis de análise, cuja profundidade se adapta às necessidades de cada caso. Os workshops de identificação de potenciais modos de falha e de análise semiquantitativa de riscos permitem identificar os principais problemas e as lacunas de informação, contando com a participação de um grupo multidisciplinar que inclui profissionais da mina, a equipe do Engenheiro de Registro (EoR) e especialistas das áreas ambiental e social.
Quando é necessário estudar determinados cenários com maior profundidade ou justificar investimentos relevantes, o processo pode avançar para uma análise semiquantitativa mais detalhada ou quantitativa. Essa abordagem permite relacionar as solicitações, a resposta da instalação e as consequências de uma possível falha, considerando as incertezas que afetam os resultados.
Um caso prático para apoiar investimentos em segurança
A apresentação ilustrou essa abordagem por meio de um caso em que um workshop inicial identificou a necessidade de investigações adicionais em hidrologia e geotecnia. Após um ano de estudos, monitoramento e coleta de dados, a atualização da análise apontou a gestão da água como o principal fator de risco.
A instalação dependia de um sistema de bombeamento para a recirculação da água e não dispunha de capacidade de descarga externa. Essa situação motivou uma análise quantitativa de riscos para comparar alternativas de melhoria.
Os resultados mostraram que a implantação de um vertedouro de emergência reduzia a probabilidade de falha em várias ordens de magnitude nos cenários analisados. O exemplo demonstrou como a atualização do conhecimento pode orientar estudos específicos e fornecer uma base técnica para justificar investimentos.
Ferramentas para uma gestão contínua do risco
A apresentação também incluiu a plataforma web da iPresas para a gestão do risco, que permite comparar modos de falha, priorizar medidas de redução do risco e planejar ações em um conjunto de instalações.
Com essa abordagem, a iPresas integra sua experiência técnica e suas ferramentas próprias para ajudar os gestores a manter as avaliações atualizadas e utilizar seus resultados nas decisões sobre segurança ao longo do ciclo de vida das instalações de rejeitos.


