O projeto foi enquadrado no Programa de Recuperação Ambiental, criado pela prefeitura e financiado pelo BID, e teve como objetivo geral a aplicação, em três das bacias urbanas selecionadas dentro da amostra, de técnicas de análise de risco de desastres nas operações de melhoria propostas, a fim de assegurar a resiliência frente a desastres em conformidade com o Marco de Política Ambiental e Social do BID (BID, 2020).
Nas bacias da amostra (Terra Vermelha – 3,4 km², Embira – 4,2 km² e Várzea de Palma – 2,1 km²) foram propostas diferentes medidas de mitigação do risco de inundação, entre elas: a estabilização e o revestimento dos canais, a melhoria dos sistemas de microdrenagem urbana e do esgotamento sanitário, a implantação de parques lineares ao redor dos cursos d’água como solução ambiental e urbanística, incluindo barragens de retenção para a conformação de áreas ou lagoas de amortecimento de cheias. A seguir, são resumidas as fases executadas para avaliar o projeto em termos de risco de desastres:
- Fase 1: foram identificadas as ameaças existentes na área de estudo (núcleo urbano de Belo Horizonte), bem como a frequência e a magnitude dessas ameaças.
- Fase 2: foi realizada uma análise qualitativa de risco para cada obra proposta, com base na revisão das informações existentes, nas características dos projetos propostos e na visita técnica à área de estudo.
- Fase 3: foi realizada uma análise quantitativa de risco por meio do desenvolvimento de um modelo de risco com o software iPresas (iPresas, 2022). O modelo de risco foi apoiado por análises hidrológicas (com consideração das mudanças climáticas) e modelagens hidráulicas bidimensionais, totalizando 112 cenários simulados entre as três bacias de estudo para os períodos de retorno de 2, 5, 10, 25, 50, 100 e 500 anos.


